← TutoriaisIntermediário · 7 min

Agentes de IA no Direito: o que são e como usar com segurança

A diferença entre assistente e agente, usos possíveis na prática jurídica e os limites que você precisa impor.

1. Assistente x agente

Um assistente responde ao que você pede, uma mensagem por vez. Um agente recebe um objetivo e executa várias etapas sozinho: pesquisa, abre arquivos, usa outras ferramentas e decide o próximo passo.

2. Onde agentes podem ajudar

Triagem de documentos, organização de prazos e pastas, pesquisa preliminar em várias fontes, preenchimento de planilhas e rascunhos padronizados. São tarefas repetitivas, com etapas claras e resultado fácil de conferir.

3. Onde NÃO delegar

Estratégia processual, assinatura e protocolo de peças, comunicação final com cliente e qualquer decisão que produza efeitos jurídicos. Nesses pontos, a decisão é sempre humana.

4. Riscos específicos

Como o agente age sozinho, um erro se propaga entre as etapas. Ele pode acessar mais dados do que o necessário, citar fontes inexistentes ou executar ações irreversíveis. Avalie também onde os dados ficam armazenados (LGPD e sigilo profissional).

5. Regras práticas

Dê o mínimo de acesso possível; trabalhe com dados anonimizados; peça que o agente registre cada etapa e cada fonte; exija aprovação humana antes de qualquer envio ou alteração; e documente o uso no registro de uso de IA do escritório.