Agentes de IA no Direito: o que são e como usar com segurança
A diferença entre assistente e agente, usos possíveis na prática jurídica e os limites que você precisa impor.
1. Assistente x agente
Um assistente responde ao que você pede, uma mensagem por vez. Um agente recebe um objetivo e executa várias etapas sozinho: pesquisa, abre arquivos, usa outras ferramentas e decide o próximo passo.
2. Onde agentes podem ajudar
Triagem de documentos, organização de prazos e pastas, pesquisa preliminar em várias fontes, preenchimento de planilhas e rascunhos padronizados. São tarefas repetitivas, com etapas claras e resultado fácil de conferir.
3. Onde NÃO delegar
Estratégia processual, assinatura e protocolo de peças, comunicação final com cliente e qualquer decisão que produza efeitos jurídicos. Nesses pontos, a decisão é sempre humana.
4. Riscos específicos
Como o agente age sozinho, um erro se propaga entre as etapas. Ele pode acessar mais dados do que o necessário, citar fontes inexistentes ou executar ações irreversíveis. Avalie também onde os dados ficam armazenados (LGPD e sigilo profissional).
5. Regras práticas
Dê o mínimo de acesso possível; trabalhe com dados anonimizados; peça que o agente registre cada etapa e cada fonte; exija aprovação humana antes de qualquer envio ou alteração; e documente o uso no registro de uso de IA do escritório.
